Tudo em mim se apavora.
Há um arsenal de medo em minha alma
O que pensarão de mim, ou o que dirão?
Serei bem-sucedido:
Na carreira, nas finanças,
Na busca pela mulher ideal?
Por que esses medos me consomem?
Será que farei o que gosto,
Ou terei que gostar do que faço?
E se em algum ponto eu não mais gostar?
E quando quiser mudar será que aprenderei a gostar?
Por que não faço o que quero?
O coração é tão enganoso assim?
Acho que devo fazer somente o que me mandam!
Tenho horror de me perder no caminho,
Sei que será difícil pedir informações pra achar o caminho “certo”.
Bom seria se tivesse duas vidas,
E pudesse saber tudo que passou na vida anterior,
Para não mais correr o risco de errar,
E nem temer futilidades.
Deixa-me pensar...
Insuportável, seria uma lástima!
A vida toda certinha, bem regrada
Vivendo de escolhas certeiras
Como um robô programado pra ser “feliz”
Será que esse meu conceito de felicidade
Provém da vontade de realizar tudo que me foi imposto?
E se alcançasse tudo que almejo?
Será que a completude me preencheria?
Devo ser feliz para os outros,
Ou buscar meus sonhos e fazer o que quero?
Em fim, algumas exclamações em meio a tantas dúvidas:
Farei o que achar melhor,
Com a permissão de não acertar sempre!
Pensando no que me faz bem!
Claro, sem descartar bons conselhos...
É isso:
A imprecisão deve ser o tempero da vida,
Uma incansável busca pela plenitude!
“Navegar é preciso, viver não é preciso!”
Murilo Guimarães
30/12/2009
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