Não consigo escrever o que penso!
Isso que você lê agora é fruto de
Milhares de filtros mentais que se
Sublimaram em palavras mixurucas,
Quase sempre sem pureza de pensamento
Com medo do vosso entendimento.
Apego-me em regras gramaticais,
Rima e metragem me assombram –
Certo que a pobreza de vocabulário
Também é um grande entrave –
Mas não justifica o meu posicionamento
Como receptor, imaginando qual reação
Despertar – como se eu fosse capaz de tal façanha.
Se você chegou até aqui deve pensar:
“Ele escreveu isso pra que, pra quem, por quê?”
(Olha eu especulando novamente a sua reação)
Consideremos cada uma dessas palavras
As mais inúteis que você já leu em toda vida!
Agora reconsidere ao menos
A vontade de tentar escrever,
Tão somente para materializar pensamentos.
De qualquer forma, independente do
Que você vai achar,
(Resolvi agora que estou pouco me
Importando com isso)
Escrevo, pelo menos tento,
Pra aliviar a mente, por achar que me faz bem,
Ou passar o tempo talvez.
Descobri, na verdade aprendi, que pensamentos
Se desembaraçam passando pela ponta do lápis...
E de quando em vez, sai algo
Verdadeiramente espontâneo:
Ao reconsiderar tudo que me vem à mente,
Exponho um personagem por temer
Revelar-me a outrem
Esse negócio de escrever me
Deixa muito a vista,
A mercê de pensamentos diversos,
De conclusões sobre minha figura.
Por enquanto continuo
Escrevendo o que acho que soará
Melhor pra quem me lê...
Uma máscara com muitas rachaduras,
Às vezes até mais expositiva que a própria face.
Murilo Guimarães
30/12/2009
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