sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A efemeridade do eterno

O que na vida nos inspira a
Buscar, incansavelmente,
Os nossos mais obscuros desejos?
A correr da vida,
Digeri-la ferozmente,
Moendo-a em curtos golpes?

Por que acusamos o tempo:
Essa infinita sucessão de agoras, de
Momentos, instantes,
Pensamentos e realizações?

Tentamos nos absolver da
Acusação indigesta das
Nossas indagações!
Queremos nos redimir de
Erros acumulados conscientemente

Culpamos a sorte
Por temer o improvável
Culpamos o destino
Por saber que temos um
Propósito a zelar

Culpamos ao próximo por
Não se dispor a uma
Proximidade mais acentuada
Culpamos a Deus pois nos
Criou tão imperfeitos

Nos perdemos ao não
Reconhecer a infinita
Sabedoria Divina,
Ao permitir que a
Árvore do conhecimento, e
O ápice da criação,
Fossem maculados

Sim, Ele poderia não ter
Disposto tal fruto a
Tão imperfeita criatura
Mas Ele escolheu nos tornar
Sua imagem fiel e incontestável

O perfeito louvor só
Nasce de espíritos tão
Livres e eternos quanto a
Própria natureza divina
A efemeridade da vida nos
Conduz ao Eterno e à eternidade
...

Murilo Guimarães
26/09/2009

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